Uso dos Drones na Agricultura

Drones: A tecnologia que tem impulsionado o agronegócio

O crescimento do mercado demasiadamente competitivo, promovido pelos avanços das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), tem impulsionado o setor do agronegócio, trazendo tecnologia e inovação ao campo por meio de drones. A implementação de metodologias cada vez mais sistemáticas e rentáveis fazem parte desse cenário. Nesse contexto, surge a  Agricultura de Precisão, conjunto de técnicas responsáveis por gerenciar de maneira otimizada as produções agrícolas.

Com o objetivo de fomentar significativamente o manejo agrícola, por meio de métodos assertivos e sustentáveis, esse tipo de Agricultura busca utilizar ferramentas altamente tecnológicas. Dentre elas, destaca-se o uso de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANT’s), popularmente conhecido como drones, já citados acima.

Aplicação dos drones na agricultura

Esses equipamentos são utilizados como instrumentos que realizam o sensoriamento remoto das culturas agrícolas, mediante o monitoramento automatizado, concedendo aos agricultores, informações estratégicas referentes à área estudada, orientando-os na implementação de técnicas que trazem melhora ao plantio e auxiliam na tomada de decisões.

Sendo assim, o uso dos VANT’s tornou-se uma alternativa ágil e flexível, pois adequa-se à necessidade de cada produtor. Existem diferentes modelos de drones, no entanto, os mais empregados nas atividades agrícolas são: os drones de asa fixa e os drones de asa rotativa [Figura 1].

Tipos de drones: asa fixa e asa rotativa.
Figura 1. Drone de Asa Fixa e de Asa Rotativa, respectivamente.

Os drones de asa fixa estão direcionados ao mapeamento e monitoramento de médias e grandes áreas, como as de mineração. Já os drones de asa rotativa estão voltados ao mapeamento e monitoramento de pequenas áreas e inspeção de obras e de recursos naturais, a fiscalização ambiental é uma das atividades que se encaixa nessas categorias.

Cabe salientar, ainda, as vantagens da aplicação dos drones no monitoramento das culturas agrícolas, dentre elas: detecções de variados problemas nos plantios, como pragas, deficiências nutricionais e doenças; adoção de práticas estratégicas para recuperação dos locais afetados e identificação de áreas específicas que precisam de cuidado.

Logo, essas vantagens tendem a reduzir o uso de pesticidas e fertilizantes em plantações sadias, gerando, consequentemente, a diminuição de custos com a economia dos componentes químicos.

Drones e a legislação brasileira

É imprescindível apontar, ainda, como funciona o uso de drones mediante a legislação brasileira, tendo sua execução gerenciada pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e regulamentada pelos seguintes instrumentos jurídicos:

  • Decreto-Lei nº 1.177/1971, Decreto nº 2.278/1997 e Portaria nº 953/2014 do Ministério da Defesa (MD);
  • Autorização de Voo do Ministério da Defesa (AVOMD);
  • Outras regulamentações exigidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL).

Ademais, é válido salientar que o uso dessa ferramenta auxilia na obtenção de várias documentações de regularização ambiental, como o CAR, pois fornece dados como a medições dos terrenos e outras características da área em estudo.

Para saber mais sobre o assunto, acesse:
https://www.decea.gov.br/drone/
https://bit.ly/30RHkb9

Referências Bibliográficas:

Agricultura de precisão: Operação de drones / Serviço Nacional de Aprendizagem Rural. – Brasília: Senar, 2018. 84 p; il. 21 cm (Coleção Senar, 249)

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This Post Has One Comment

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