Economia Circular e Logística Reversa: Maximização do ciclo de vida útil do produto

Economia Circular e Logística Reversa são conceitos que se integram e buscam a aplicação de metodologias sustentáveis, com o objetivo de reduzir e reintegrar ao máximo os resíduos gerados nos processos de fabricação dos produtos e ao fim da vida útil destes.

A Economia Circular

À princípio, destaca-se que a Economia Circular trata-se um modelo de produção que visa maximizar o tempo de vida útil dos materiais e seu valor econômico, priorizando por insumos duráveis, recicláveis e renováveis. Logo, esse sistema de produção promove  a otimização dos processos industriais e a redução dos impactos ambientais gerados pela cadeia de produção, originando novas oportunidades de negócios e novos conceitos econômicos.

Diferente do Sistema Econômico Linear, a Economia Circular preocupa-se com o ciclo de desenvolvimento contínuo do produto, por meio do viés sustentável. Isto é, desde a redução da extração na fonte da matéria-prima, até a escolha para o design do produto [Figura 1]. Dessa forma, cria-se um plano de reaproveitamento dos resíduos antes deles serem gerados, objetivando o descarte adequado e a minimização dos impactos ambientais. 

Sistema da Economia Circular.
Figura 1. Sistema da Economia Circular
Fonte: APCER
A Logística Reversa como instrumento da Economia Circular

Segundo Monteiro e Costa (2011), o ciclo de vida de um produto se inicia com a extração dos recursos naturais para a produção de bens de consumo, e se finaliza após o fim de sua utilidade. Podendo este, retornar ao meio ambiente por meio do descarte em aterros, reciclagem ou reuso, sendo reintegrado à cadeia produtiva. Nesse contexto, evidencia-se a execução da Logística Reversa, instrumento que aplica a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto.

A responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto foi instituída pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, que atribui o dever de gestão e gerenciamento dos resíduos gerados às empresas e ao poder público. Dessa forma, com a criação da lei, salientou-se, no âmbito empresarial e socioeconômico, a discussão sobre a destinação adequada dos resíduos. 

Visto que a Logística Reversa é responsável pela operacionalização dos processos de coleta, transporte, triagem e reciclagem dos resíduos, pode-se dizer que esta ferramenta está intrinsecamente ligada à Economia Circular. 

Cabe destacar, ainda, os seis principais grupos de resíduos que necessitam, obrigatoriamente, da aplicação da Logística Reversa, de acordo com a Lei nº 12.305/10 (PNRS), por causarem desequilíbrios ambientais, tais como, poluição de corpos hídricos, contaminação dos solos e dos lençóis freáticos. São eles:

I – Agrotóxicos, seus resíduos e embalagens;

II – Pilhas e baterias;

III – Pneus;

IV – Óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;

V – Lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; 

VI – Produtos eletroeletrônicos e seus componentes.

Ademais, ressalta-se que, além de trazer benefícios socioambientais, a implementação da Logística Reversa também gera valor agregado as instituições, atribuindo-lhes o título de entidade ambientalmente correta, com valores e estratégias alinhadas ao Marketing Verde, trazendo vantagens quando comparadas à outras do mercado.

Referências

MONTEIRO, C. E. L.; COSTA, S. R. R. A Rotulagem Ambiental como meio de comunicação da Avaliação do Ciclo de Vida: sugestões para um programa brasileiro. In: CONGRESSO NACIONAL DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO, 7., Niterói, 2011.

Para saber mais sobre, acesse: https://cutt.ly/0d7TifR

Gostou do artigo?

Share on whatsapp
Compartilhe no WhatsApp
Share on twitter
Compartilhe no Twitter
Share on linkedin
Compartilhe no Linkedin

MAIS

Deixe um comentário

This Post Has 2 Comments

  1. Thayane monteiro

    Ótimo texto, muito bom!!

  2. zortilo nrel

    I truly appreciate this post. I¦ve been looking all over for this! Thank goodness I found it on Bing. You have made my day! Thank you again

Leave a Reply