Energia Solar Fotovoltaica: perspectivas no Brasil

Energia renovável


Define-se como energia renovável aquela que utiliza fontes energéticas que a própria natureza consegue sintetizar novamente, sem que haja problema significativo ao meio ambiente. Hoje, as fontes alternativas de energia mais conhecidas são: energia solar fotovoltaica, energia eólica, energia hidráulica, biogás, biomassa e geotérmica.

Energia solar fotovoltaica

Definição e tipos de sistemas fotovoltaicos

A energia solar fotovoltaica é uma das fontes de energias sustentáveis, gerada por meio da conversão direta da radiação solar em eletricidade. Isto se dá, por via um dispositivo conhecido como célula fotovoltaica que atua utilizando o princípio do efeito fotoelétrico ou fotovoltaico (IMHOFF,2007). Em outras palavras, os sistemas solares fotovoltaicos têm a capacidade de transformar a energia solar diretamente em energia elétrica, sem que haja emissão de gases.

Existem dois tipos de sistemas de energia solar fotovoltaicos, o On Grid e o Off Grid. O sistema On Grid é instalado entre o sistema gerador fotovoltaico e o ponto de fornecimento à rede, ou seja, a energia é gerada pelos módulos fotovoltaicos em corrente contínua e converte em corrente alternada, sincronizando e inserindo na rede elétrica. Em contrapartida, o sistema Off Grid utiliza a energia armazenada nas baterias, isto é, não é interligado com a rede elétrica local [Figura 1]. 

 sistemas de energia solar on-grid e off-grid
Figura 1. Comparativo entre os Sistemas Off Grid e On Grid.
Fonte: Solar fonte
Contextualização da energia solar no Brasil

O Brasil é um país com uma enorme vantagem em relação ao aproveitamento e desenvolvimento da energia solar fotovoltaica. Por conta de sua localização sobre a linha do Equador, o mesmo recebe bastante incidência de irradiação solar [Figura 2], o que influencia na diversificação de sua matriz energética. No entanto, o aproveitamento dessa fonte energética não ocorre de maneira eficiente.

incidência de irradiação solar no Brasil
Fonte: (PEREIRA, 2019).

De acordo com o mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), existem 72 usinas solares fotovoltaicas em funcionamento no país, das quais conseguem deter um total de 2056 MW de potência, o que corresponde a 1,2% da matriz elétrica nacional [Figura 3]. Isso demonstra claramente a ineficiência da utilização dessa fonte energética no território brasileiro. Contudo, ainda esse potencial energético sendo baixo, proporcionou que essa fonte passasse a ocupar a 7º posição do rank das maiores fontes geradoras de energia elétrica.

Fonte: ABSOLAR, 2019.

Ainda, observando os dados trazidos na figura, foi possível notar que a energia oriunda destes sistemas fotovoltaicos ultrapassou a energia nuclear, do qual detém um potencial instalado de 1990 MW, decorrentes das usinas de Angra I e II, ambas localizadas no Rio de Janeiro. 

A ANEEL, em 2015, publicou a Resolução Normativa nº 687/2015 que trouxe mais alguns benefícios aos microgeradores de energia fotovoltaica. Dentre elas, a possibilidade da repartição da energia gerada entre várias outras residências desde que elas estejam numa mesma área de concessão. Outros benefícios que se destacam são a potência máxima de geração por unidade que aumentou de 1 MW para 5 MW e a validade dos créditos de energia que passou de 36 para 60 meses. Essa resolução contribuiu para o crescente número de instalações de sistemas FV no país. Atualmente, os estados que apresentam os maiores números de conexões às redes elétricas são Minas Gerais e São Paulo. 

Conclusão

Nota-se que apesar do enorme potencial de geração de energia por meio dos sistemas FVs, sua presença não chega a ser expressiva na matriz energética brasileira. No entanto, a quantidade de energia produzida vem aumentando a cada ano. Muito disso, proveniente das atualizações normativas que incentivam a geração distribuída e remota, além da validade dos créditos solares que passaram a ser maiores.  Além disso, destaca-se também a isenção do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) nos estados para aqueles microgeradores, desde que a energia consumida seja feita em propriedades de um mesmo titular. 

Ler mais sobre: https://bit.ly/30pf3Jv

Referências Bibliográficas

CRUZ, T. P. R et al. Análise socioambiental e legislativa dos impactos da energia solar fotovoltaica no Brasil. Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n. 8, p. 63495-63511 aug. 2020. Disponível em: DOI:10.34117/bjdv6n8-689. Acesso em: 28 set. 2020.

PEREIRA, N.X. Desafios e Perspectivas da Energia Solar Fotovoltaica no Brasil: Geração distribuída versus Geração Centralizada. Sorocaba, 2019. Disponível em: <https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/181288/pereira_nx_me_soro.pdf?sequence=3&isAllowed=y>. Acesso em: 28 de setembro 2020.

IMHOFF, J. Desenvolvimento de Conversores Estáticos para Sistemas Fotovoltaicos Autônomos. Dissertação de Mestrado apresentada à Escola de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria. 2007. 146 f.

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This Post Has One Comment

  1. Elmer Concienne

    You are my breathing in, I have few web logs and very sporadically run out from to brand.

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