Inventário Florestal: técnica para estimação da produção florestal

Definição

Segundo Husch et all (2003) o inventário florestal é um procedimento que busca obter informações referentes às quantidades e qualidade das florestas e seus componentes, com vista para a produção de madeira e outros produtos, ou a conservação ambiental usando-se das técnicas estatísticas de amostragem.

Diante disso, a técnica permite que possa ser realizada sob diferentes níveis de detalhamento e em diferentes intervalos de tempo. Sendo assim, dentre as inúmeras informações que um inventário bem feito pode trazer, encontram-se:

  • Estimativas da área; 
  • Descrição da topografia; 
  • Mapeamento da propriedade; 
  • Descrição de acessos (estradas, rios);
  • Estimativas da quantidade e da qualidade dos recursos florestais; 
  • Estimativas de crescimento do povoamento florestal.

De forma geral, o que determinará as informações coletadas será o objetivo da sua execução. Assim, os inventários podem ser classificados em três grandes grupos: 

  • Nacional;
  • Regional ou de pré-investimento;
  • Manejo florestal: 
    • Pré-Corte;
    • Controle de qualidade;
    • Contínuo,

Planejamento

Uma etapa importante no desenvolvimento de um procedimento de inventário é a elaboração de um plano de execução. Este plano incluirá todas as atividades fundamentais para sua eficácia.

Husch e all (2003) criaram um checklist que devem ser considerados durante a elaboração do seu planejamento. Esta inclui os seguintes ítens:

  1. Objetivos do inventário
  2. Informações iniciais 
  • Mapas, fotografias aéreas
  • Equipe responsável 
  • Disponibilidade de recursos
  1. Descrição da área 
  • Localização
  • Tamanho (hectares)
  • Acessos;
  • Topografia;
  • Características gerais dos povoamentos florestais. 
  1.  Definição do desenho de amostragem
  • Determinação da área coberta por floresta (por meio de imagens, fotos e medições em campo).
  • Definição da variável de interesse:
    • peso;
    • volume (m³ ou st). 
  • Unidades amostrais:
    • Tamanho e forma
    • Método de seleção e distribuição 
  • Precisão requerida no inventário (erro admissível).
  • Nível de probabilidade;
  • Tempo e custo para as fases do trabalho de campo.
  1. Procedimentos para o trabalho de campo
  • Equipes de trabalho (número de equipes e de pessoas por equipe);
  • Suporte logístico e de transporte;
  • Procedimento de locação e marcação das unidades amostrais e obtenção de informações quantitativas (DAP e altura) e qualitativas;
  • Instrumentos e equipamentos;
  • Planilhas e fichas para anotação dos dados e informações.
  1. Compilação e procedimentos de cálculo
  • Conversão das variáveis de campo em equações e fatores;
  • Cálculo do erro de amostragem;
  • Métodos a serem utilizados (softwares).
  1.  Relatório final
  • Tabelas e gráficos.
  • Mapas e mosaicos.
  • Relatório descritivo (narrativo).
  • Estimativa de tempo para o preparo.
  1.  Manutenção;
  2. Tempo e custo total.

Importância

Um planejamento bem executado permite a coleta correta de informações como diâmetro a altura do peito (DAP) e a altura total das árvores, todas que posteriormente serão utilizadas na estimativa de diversas variáveis, entre elas o volume em m³ [Figura 1].

Mensuração do diâmetro da base do fuste na atividade de inventário florestal.
Figura 1. Mensuração do diâmetro da base do fuste.

Esses dados são de extrema importância, tendo em vista que demonstram o quão saudável está o crescimento dos indivíduos arbóreos, bem como a taxa de rentabilidade dos ativos. Em suma, isso significa que quanto mais informações são obtidas em campo, maior será o conhecimento do gestor ou investidor do plantio, permitindo que as intervenções nas florestas ocorram de forma mais precisa, efetiva e assertiva. 

Como a maioria das interferências (erros estatísticos, medições erradas, entre outros), acontecem em cima de informações coletadas em campo, torna-se fundamental a realização de treinamento das equipes de coleta,  e ao mesmo tempo garantir que tais equipes estejam equipadas com as melhores tecnologias e instrumentos de medição.

Conclusão

De acordo com a Instrução Normativa nº 007/2006 da Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – CPRH, o inventário florestal é requerido, obrigatoriamente, nas seguintes situações: supressão vegetal em áreas maiores que 20 ha e 100 ha para unidades de conservação estadual de uso sustentável. 

No entanto, mesmo sendo de extrema importância opta-se por muitas vezes não realizá-lo ou quando este é feito, a frequência em que ocorre é insuficiente. Os riscos e impactos envolvidos nessa decisão podem ser altos e irremediáveis, pois não havendo monitoramento, não há conhecimento sobre o ativo, e dificilmente o gestor conseguirá intervir na floresta em tempo e com segurança para recuperar sua produtividade.

Portanto, você investidor ou gestor da floresta, não deixe de fazer o inventário florestal só por não saber. Contrate  já a Inovagro Jr, realizamos esse tipo de serviço com qualidade, sustentabilidade, integridade e comprometimento com a satisfação do cliente. 

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Referências bibliográficas:

HUSCH, B.; MILLER,C.I; KERSHAW, J. Forest mensuration. 4. ed. New Jersey: John Willey e Sons, Inc, 2003. 443 p.

SOARES, Carlos Pedro Boechat et al. Livro Dendrometria e Inventário Florestal: Inventário Florestal. Viçosa: UFV, 2017. Capítulo 1, p. 1-4. Disponível em: <http://www.mensuracaoflorestal.com.br/capitulo-1-inventario-florestal.>. Acesso em: 5 set. 2020.

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